A arara-azul-de-lear (nome
científico: Anodorhynchus leari) é uma espécie de arara da família Psittacidae
endêmica
do Brasil.
Durante 150 anos de incertezas, sua área de distribuição no nordeste da Bahia só foi
descoberta em 1978 pelo ornitólogo Helmut Sick.
Espécie ameaçada de extinção pelo tráfico e destruição de habitat, possui uma população
pequena, estimada em torno de 1000 animais, mas em crescimento.
Distribuição geográfica e habitat
A espécie é endêmica do estado da Bahia, onde pode ser encontrada em duas colônias, Toca Velha e Serra Branca, ao sul do Raso da Catarina.1 Sua área de distribuição está restrita ao nordeste do estado ocorrendo nos municípios de Canudos, Euclides da Cunha, Paulo Afonso, Uauá, Jeremoabo, Sento Sé e Campo Formoso.Existem dois sítios de nidificação e dormitório conhecidos: um em Canudos, na região conhecida como Toca Velha, numa Reserva Particular do Patrimônio Natural de propriedade da Fundação Biodiversitas e outro em Jeremoabo, ao sul da Estação Ecológica do Raso da Catarina, unidade de conservação federal administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.
Fonte: pt.wikipedia.org
Espécie que
chegou a ter apenas 60 indivíduos, hoje conta com 1.200
Arara-azul-de-lear pode ser observada na Estação Biológica de Canudos,
BA (Foto: Divulgação/Ciro Albano)
A
arara-azul-de-lear, que recentemente foi eleita uma das 7 maravilhas da
natureza por um conjunto de organizações ambientais de todo
o mundo, é um animal totalmente brasileiro. A espécie vive apenas da Caatinga,
bioma que só existe no país, no Sertão da Bahia. Nos anos 1980, devido
principalmente ao tráfico, a população foi quase extinta, sendo reduzida a
cerca de 60 indivíduos. Felizmente, ações de proteção e recuperação promovidas
por instituições privadas e governamentais conseguiram começar a reverter este
quadro.
Hoje, existem em torno de 1.200 araras. Elas
continuam ameaçadas, mas subiram uma categoria na escala que indica o perigo de
desaparecimento. A Estação Biológica de Canudos e a Reserva Ecológica Raso de
Catarina foram fundamentais neste processo. Hoje, além de protegerem este
patrimônio de nossa fauna, os dois locais também oferecem a possibilidade de
visitação. São ótimas oportunidades para os praticantes da observação de aves.
A caatinga é um bioma de clima árido, com vegetação adaptada ao ambiente mais seco. Algumas plantas não possuem folhas e outras as perdem em determinadas épocas do ano. Também há presença cactáceas, cujas folhas se modificaram em espinhos. O objetivo é economizar o máximo de água possível.
A caatinga é um bioma de clima árido, com vegetação adaptada ao ambiente mais seco. Algumas plantas não possuem folhas e outras as perdem em determinadas épocas do ano. Também há presença cactáceas, cujas folhas se modificaram em espinhos. O objetivo é economizar o máximo de água possível.
A fauna é composta principalmente por aves, mas
também há muitos répteis, como o jacaré-do-papo-amarelo, o camaleão e o teju.
Segundo a ONG Associação Caatinga, já foi confirmada a presença de 510 espécies de aves, 154 de répteis e
anfíbios e 240 de peixes na região.
Estação Biológica de Canudos
A EBC foi criada em 1989 pela Fundação Biodiversitas e hoje conta com cerca de 1.500 hectares. Nesta área, ficam localizados paredões de arenito da região chamada Toca Velha, fundamentais para a conservação da arara-azul-de-lear. Elas utilizam estes locais para dormir e acasalar.
Não é possível precisar o número de araras da EBC, já que a população varia de acordo com a época do ano. “Em alguns períodos há mais indivíduos aqui e, em outros, no Raso da Catarina, mas a espécie está presente nas duas reservas durante todo o ano”, diz Camila Mendes, bióloga da Biodiversitas.
A EBC fica há cerca de 5 km do Município de Canudos e quem deseja visitar a reserva deve entrar em contato previamente com a Fundação. O local conta com um alojamento para pernoite e oferece duas opções de estadia: 1 noite e 1 roteiro ou 2 noites e 2 roteiros.
Na primeira opção, os turistas são levados para conhecerem os paredões de arenito por volta das 4h da manhã, quando as araras estão deixando as tocas. Além disso, os guarda-parques também conduzem os visitantes para a observação de outras espécies durante o dia. Quem passar duas noites, poderá ver, também, a área de alimentação, onde é possível avistar mais de perto a arara-azul-de-lear.
O alojamento, que ainda não possui energia elétrica, serve café da manhã, com opções de alimentação típicas da região, como o umbu, cuscuz e maracujá da caatinga. As demais refeições devem ser feitas em Canudos. Quem desejar fazer o trajeto dos roteiros no próprio carro, deve possuir veículo com tração nas 4 rodas. A estação permite até 12 visitantes por dia.
Estação Biológica de Canudos
A EBC foi criada em 1989 pela Fundação Biodiversitas e hoje conta com cerca de 1.500 hectares. Nesta área, ficam localizados paredões de arenito da região chamada Toca Velha, fundamentais para a conservação da arara-azul-de-lear. Elas utilizam estes locais para dormir e acasalar.
Não é possível precisar o número de araras da EBC, já que a população varia de acordo com a época do ano. “Em alguns períodos há mais indivíduos aqui e, em outros, no Raso da Catarina, mas a espécie está presente nas duas reservas durante todo o ano”, diz Camila Mendes, bióloga da Biodiversitas.
A EBC fica há cerca de 5 km do Município de Canudos e quem deseja visitar a reserva deve entrar em contato previamente com a Fundação. O local conta com um alojamento para pernoite e oferece duas opções de estadia: 1 noite e 1 roteiro ou 2 noites e 2 roteiros.
Na primeira opção, os turistas são levados para conhecerem os paredões de arenito por volta das 4h da manhã, quando as araras estão deixando as tocas. Além disso, os guarda-parques também conduzem os visitantes para a observação de outras espécies durante o dia. Quem passar duas noites, poderá ver, também, a área de alimentação, onde é possível avistar mais de perto a arara-azul-de-lear.
O alojamento, que ainda não possui energia elétrica, serve café da manhã, com opções de alimentação típicas da região, como o umbu, cuscuz e maracujá da caatinga. As demais refeições devem ser feitas em Canudos. Quem desejar fazer o trajeto dos roteiros no próprio carro, deve possuir veículo com tração nas 4 rodas. A estação permite até 12 visitantes por dia.


proteja-os. eles são mais belos e felizes na natureza...
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